Maquininha desconhecida no feriado: os cuidados que podem evitar uma compra cobrada duas vezes

Veja como conferir a operação, reconhecer sinais de golpe e contestar valores indevidos

Atualizado em novembro 1, 2026 | Autor: Ivan Martins
Maquininha desconhecida no feriado: os cuidados que podem evitar uma compra cobrada duas vezes

No feriado de Finados, muita gente aproveita o dia para sair, almoçar fora, comprar alguma coisa em uma feira ou fazer um passeio. Nessas situações, o cartão costuma ser uma forma prática de pagar. O cuidado começa quando o vendedor apresenta uma maquininha desconhecida, diz que a primeira tentativa não funcionou e pede para passar o cartão novamente.

O problema é que a primeira operação pode ter sido aprovada, mesmo que o atendente afirme o contrário. Quando o consumidor aceita pagar de novo em outro aparelho, corre o risco de ter duas transações registradas para uma única compra.

A situação não acontece apenas quando o vendedor age de má-fé. Falhas de conexão, erros de comunicação e tentativas repetidas também podem gerar dúvidas sobre o resultado do pagamento. Por isso, antes de aproximar o cartão novamente, é importante conferir o que realmente aconteceu.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) alerta para golpes que exploram justamente a pressa e a distração do consumidor. Entre as práticas descritas pela entidade estão o uso de maquininhas com visor danificado, a troca do cartão e a cobrança novamente por algo que já havia sido pago.

A boa notícia é que alguns cuidados simples ajudam a evitar prejuízos. E, caso duas cobranças apareçam no cartão ou na conta, existem caminhos para pedir a correção.

Maquininha desconhecida significa que o pagamento não é seguro?

Não necessariamente. Uma maquininha de uma marca que o consumidor nunca viu não significa, por si só, que exista uma fraude. Pequenos comerciantes, vendedores ambulantes, prestadores de serviço e estabelecimentos temporários podem trabalhar com diferentes empresas de pagamento.

Além disso, o nome que aparece na notificação do cartão nem sempre corresponde ao nome fantasia da loja. A cobrança pode aparecer com a razão social do estabelecimento ou com a identificação de uma empresa intermediadora de pagamentos.

Portanto, o consumidor não precisa conhecer todas as marcas de terminais disponíveis no mercado. Precisa, sobretudo, verificar se a operação corresponde à compra que está realizando.

Antes de pagar, observe três pontos: quem está recebendo o dinheiro, qual valor será cobrado e se a tela permite confirmar essas informações. Se o vendedor não consegue esclarecer esses dados ou tenta impedir que você confira a operação, não prossiga.

Uma situação merece atenção especial: o comerciante apresenta um aparelho diferente, vira o visor para longe ou pede que você digite a senha sem conseguir enxergar o valor. Nesse caso, interrompa o pagamento.

O Banco Central orienta que o consumidor confira o visor e o valor antes de digitar a senha ou aproximar o cartão. A instituição também recomenda procurar o lojista ou o banco quando houver uma compra não reconhecida em maquininha.

Como funciona o golpe da cobrança duplicada na maquininha?

Um dos cenários mais perigosos começa com uma compra aparentemente normal. O consumidor escolhe o produto, recebe a informação do preço e aproxima ou insere o cartão na maquininha.

Em seguida, o vendedor diz que a operação apresentou erro. Pode afirmar que a conexão caiu, que o cartão não passou ou que o sistema não confirmou o pagamento. Para resolver o suposto problema, apresenta outro aparelho e pede uma nova tentativa.

O consumidor, que está em um ambiente movimentado e quer terminar logo a compra, aceita. Entretanto, a primeira transação pode ter sido aprovada. A segunda tentativa, então, gera outra cobrança.

O resultado é uma compra registrada duas vezes, embora o cliente tenha levado apenas um produto ou contratado um único serviço.

Esse tipo de situação pode envolver dois terminais diferentes. Por isso, o sistema de pagamento não necessariamente identifica as operações como uma repetição automática da mesma transação. O consumidor precisa conferir os lançamentos e contestar a duplicidade quando ela se confirma.

A Febraban descreve uma abordagem semelhante em golpes de entrega: o pedido já foi pago pelo aplicativo, mas o criminoso convence a vítima de que houve um problema e exige novo pagamento ou uma taxa adicional. A entidade também alerta para a cobrança de valores maiores em aparelhos com visor danificado.

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O que o vendedor pode dizer para convencer você a pagar novamente?

A abordagem costuma explorar uma situação que parece plausível. O vendedor pode usar frases como:

  • “Não aprovou, precisa passar mais uma vez.”

  • “A conexão caiu, mas não cobrou.”

  • “O sistema não registrou a primeira tentativa.”

  • “Essa máquina está com problema; vou usar outra.”

  • “Apareceu uma mensagem de erro, tenta por aproximação.”

  • “O pagamento não chegou, vou precisar repetir.”

Nenhuma dessas frases comprova que a primeira transação foi recusada. Uma mensagem apresentada pelo vendedor também não substitui a consulta ao aplicativo do banco.

Isso não significa que todo funcionário que pede uma nova tentativa esteja aplicando um golpe. Uma falha técnica pode acontecer. A diferença está na maneira de resolver: o consumidor deve ter condições de conferir a situação antes de autorizar outro pagamento.

A regra prática é simples: não pague novamente enquanto não souber o resultado da primeira tentativa.

Outros sinais de alerta ao usar uma maquininha no feriado

A cobrança duplicada não é o único risco. A Febraban também descreve outras abordagens que podem comprometer o cartão e os dados do consumidor.

Visor quebrado, apagado ou escondido

Se a tela estiver danificada, com números ilegíveis ou posicionada de maneira que você não consiga conferir o valor, não faça o pagamento.

O golpe pode envolver a digitação de uma quantia muito superior àquela combinada. Como o consumidor não enxerga os números, acaba autorizando uma transação sem saber quanto está pagando.

Também não aceite que o vendedor cubra a tela com a mão ou apresse a operação enquanto você tenta conferir o preço.

Troca do cartão depois da senha

Outro golpe acontece quando o vendedor observa a digitação da senha e, na hora de devolver o cartão, entrega outro parecido.

Com o cartão verdadeiro e a senha observada, o criminoso pode tentar realizar novas compras.

Para evitar esse problema, mantenha o cartão com você durante todo o pagamento. Insira ou aproxime o cartão pessoalmente e confira se o aparelho devolvido é realmente o seu.

A Febraban recomenda esses cuidados e alerta que o consumidor nunca deve entregar o cartão para outra pessoa realizar a operação em seu lugar.

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Cobrança de taxa extra depois de uma compra já paga

Imagine que você recebeu uma encomenda ou fez um pedido por aplicativo. Na entrega, alguém afirma que existe uma taxa adicional de frete, entrega ou liberação.

Antes de pagar, confira o pedido original. Se o valor já estava quitado e a cobrança extra não fazia parte da contratação, não autorize uma nova transação sem confirmar a informação diretamente com a empresa.

A Febraban alerta que criminosos podem utilizar falsas entregas, presentes e brindes para cobrar taxas indevidas. A orientação é desconfiar de cobranças inesperadas, principalmente quando o pagamento com cartão aparece como única alternativa.

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Pressa para concluir a compra

A movimentação do feriado pode deixar o consumidor mais vulnerável à distração. Filas, barulho, pessoas aguardando e vendedores tentando agilizar o atendimento criam um ambiente em que muita gente apenas aproxima o cartão e segue em frente.

O problema não está no movimento do estabelecimento, mas em deixar de conferir o pagamento por causa da pressa.

Se alguém insistir que você precisa pagar imediatamente, sem permitir a leitura do valor ou a verificação da primeira tentativa, interrompa a operação. Uma compra pode esperar alguns minutos; uma cobrança indevida pode exigir muito mais trabalho para resolver.

O que conferir antes de aproximar ou inserir o cartão?

Uma boa proteção começa antes de o aparelho receber os dados do cartão. O consumidor pode adotar uma sequência rápida de conferência, mesmo quando está comprando algo de baixo valor.

Primeiro, confirme o preço combinado. Confira se o valor informado pelo vendedor é o mesmo que aparece no visor. Observe também se a operação está no crédito ou no débito e se existe parcelamento. Uma compra anunciada à vista não deve aparecer como parcelada sem sua autorização.

Depois, confira o estabelecimento. Pergunte quem está recebendo o pagamento quando o nome exibido no aparelho ou no comprovante não for conhecido. Em situações normais, o vendedor deve conseguir explicar a identificação da cobrança.

Mantenha o cartão sob seu controle. Não entregue o plástico para o atendente levar até outro lugar ou operar fora do seu campo de visão. Insira ou aproxime o cartão você mesmo e confira sua devolução.

Proteja a senha. Cubra o teclado com a outra mão e observe se o campo está realmente solicitando a senha. A senha não deve ficar visível para quem está ao redor. Também não informe códigos recebidos por SMS, notificações ou aplicativos de autenticação ao vendedor.

Por fim, acompanhe a confirmação. Quando o banco enviar uma notificação, leia o valor e o nome do estabelecimento. Se a mensagem indicar uma compra diferente daquela que você acabou de fazer, não ignore o alerta.

Vale usar o cartão por aproximação?

O pagamento por aproximação pode tornar a compra mais rápida, mas não dispensa a conferência do valor. Antes de encostar o cartão, celular ou relógio, verifique o preço apresentado pelo vendedor.

Se o pagamento não for confirmado, não repita a aproximação automaticamente. Consulte o aplicativo do banco e peça ao estabelecimento que verifique a operação no próprio sistema.

O Banco Central informa que o consumidor pode desabilitar a função de pagamento por aproximação caso não se sinta seguro com esse recurso. Essa possibilidade depende das opções oferecidas pelo emissor do cartão.

Banco Central do Brasil

Não existe necessidade de abandonar essa modalidade por causa de golpes. O mais importante é manter o controle sobre a operação e não autorizar uma segunda tentativa sem esclarecer o resultado da primeira.

O que fazer quando o vendedor diz que a primeira tentativa falhou?

Essa é a situação em que vale mais a pena parar por alguns instantes.

Imagine que você está em uma barraca de alimentação e o vendedor informa que a compra de R$ 35 não foi aprovada. Ele apresenta outra maquininha e pede que você tente novamente.

Antes de aceitar, faça o seguinte:

  1. Abra o aplicativo oficial do banco e confira se aparece uma transação de R$ 35.

  2. Observe a situação do lançamento: pendente, em processamento, confirmado ou outra indicação utilizada pela instituição.

  3. Peça ao vendedor que confira a primeira tentativa no sistema de vendas e apresente o comprovante de cancelamento, caso a operação tenha sido aprovada e depois anulada.

  4. Não autorize uma segunda cobrança enquanto a primeira continuar sem esclarecimento.

  5. Se não houver uma forma segura de confirmar o resultado, prefira desistir da compra ou utilizar outro meio de pagamento somente depois de esclarecer a situação anterior.

Uma notificação no celular ajuda, mas não deve ser a única evidência. Alguns bancos enviam alertas de autorização, enquanto outros mostram o lançamento em etapas diferentes. Além disso, o nome do estabelecimento pode aparecer de forma diferente na fatura.

Por isso, compare o valor, o horário, o estabelecimento e a situação da transação. Se continuar em dúvida, entre em contato com o banco pelos canais oficiais antes de fazer outro pagamento.

Duas notificações iguais significam que fui cobrado duas vezes?

Não necessariamente. Dois avisos ou dois registros semelhantes não comprovam, sozinhos, que duas cobranças definitivas chegaram à fatura ou à conta.

Dependendo do banco e do sistema de pagamento, o aplicativo pode apresentar uma operação pendente e outra confirmada, ou mostrar uma autorização que ainda não se transformou em lançamento definitivo. O significado dos status varia conforme a instituição.

Também pode acontecer de uma primeira tentativa ter sido recusada e de o sistema manter temporariamente uma indicação da operação. Por isso, não conclua que houve duplicidade apenas pela aparência de duas linhas.

O caminho correto é verificar o histórico detalhado, consultar o emissor e acompanhar a situação dos lançamentos. Entretanto, se as duas transações aparecerem como confirmadas e corresponderem à mesma compra, registre a contestação sem demora.

Fui cobrado duas vezes. Como pedir o estorno?

Quando duas cobranças efetivas correspondem a uma única compra, o consumidor deve procurar o estabelecimento e o banco emissor do cartão. O ideal é fazer isso assim que identificar o problema.

Comece reunindo as informações:

  • data e horário aproximado da compra;

  • valor combinado e valores lançados;

  • nome que aparece na fatura ou no aplicativo;

  • comprovantes das transações;

  • nota fiscal, pedido ou recibo;

  • mensagens trocadas com o estabelecimento;

  • protocolos de atendimento, caso já tenha entrado em contato.

Em seguida, solicite ao estabelecimento o cancelamento da cobrança duplicada e peça um comprovante do estorno. Se o vendedor não resolver ou não reconhecer o problema, abra uma contestação pelo aplicativo ou pela central oficial do banco.

O Banco do Brasil, por exemplo, oferece canais digitais para contestar compras e inclui a duplicidade entre as situações que podem justificar uma solicitação. O procedimento muda conforme a instituição, mas o consumidor deve procurar a área de cartões, compras ou contestação no aplicativo.

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A Mastercard também orienta que o titular entre em contato com a instituição financeira que emitiu o cartão para contestar uma cobrança. A bandeira não substitui o banco emissor no atendimento individual da transação.

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E se o pagamento foi feito no débito?

A lógica é semelhante, mas o impacto pode aparecer diretamente no saldo da conta. Se a mesma compra gerou dois débitos, entre em contato imediatamente com o banco e informe que uma das operações é indevida.

Peça a contestação e pergunte quais medidas o banco pode adotar para analisar a transação. Se houver suspeita de que o cartão ou a senha foram comprometidos, solicite também o bloqueio e a substituição do cartão.

Enquanto o banco analisa o caso, acompanhe o extrato. Guarde os protocolos e registre os contatos com o estabelecimento.

O que diz o Código de Defesa do Consumidor sobre cobranças indevidas?

O Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabelece proteção contra cobranças indevidas. O artigo 42, parágrafo único, prevê que o consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.

Isso significa que uma cobrança duplicada efetivamente paga pode gerar direito à devolução em dobro, conforme as circunstâncias do caso e a aplicação da regra legal. Não se deve, porém, tratar qualquer notificação repetida ou lançamento pendente como prova automática de que esse direito já se aplica.

O consumidor precisa demonstrar a cobrança e o pagamento indevidos. Por isso, comprovantes, extratos e protocolos são tão importantes.

O CDC também trata especificamente das compras contestadas no cartão de crédito. O artigo 54-G, inciso I, estabelece condições para que o fornecedor de crédito não mantenha a cobrança de valores contestados enquanto a controvérsia não for resolvida. Entre elas, prevê que o consumidor notifique a administradora com pelo menos dez dias de antecedência em relação ao vencimento da fatura. A lei também assegura, nessa situação, o pagamento da parte não contestada da fatura e impede a manutenção do valor em disputa na fatura seguinte.

Na prática, se você identificar uma cobrança duplicada, não deixe para tratar do assunto depois do vencimento. Conteste o lançamento o quanto antes e peça ao emissor orientação formal sobre o valor em disputa e o pagamento do restante da fatura.

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E se o vendedor não reconhecer a cobrança duplicada?

Nem sempre o estabelecimento resolve a situação na hora. O vendedor pode dizer que não recebeu duas vezes, que a segunda operação não aparece no sistema ou que o problema precisa ser tratado com a operadora da maquininha.

Nesse caso, não dependa apenas de uma conversa verbal. Registre a solicitação por um canal que gere protocolo, como e-mail, atendimento pelo aplicativo ou mensagem oficial da empresa.

Se a cobrança aparece no cartão, formalize a contestação também com o emissor. A instituição poderá orientar sobre os documentos necessários e o andamento da análise.

Caso o atendimento não resolva, o consumidor pode procurar o Procon de seu estado ou registrar uma reclamação no Consumidor.gov.br, desde que a empresa participe da plataforma. Nesse serviço, os fornecedores cadastrados têm até dez dias para responder às reclamações.

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Também é possível registrar reclamação no Banco Central contra instituições financeiras supervisionadas. É importante entender, porém, que o BC não decide individualmente se o consumidor receberá o estorno. A reclamação é encaminhada à instituição, que deve responder, e os registros ajudam o órgão na supervisão do sistema.

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Quando vale registrar um boletim de ocorrência?

Se houver indícios de fraude, como troca do cartão, cobrança em valor diferente do informado, uso indevido dos dados ou transações que você não autorizou, registre um boletim de ocorrência.

O Ministério da Justiça orienta que a vítima entre imediatamente em contato com o banco pelos canais oficiais, solicite o bloqueio do cartão quando necessário, conteste a transação e registre o BO. O órgão recomenda incluir dados como valor, data, estabelecimento e os quatro últimos dígitos do cartão, além de guardar imagens do extrato e comprovantes.

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Não espere a fatura fechar para comunicar uma fraude. Quanto antes o banco receber o aviso, mais cedo poderá adotar medidas de segurança e orientar a contestação.

Cuidado com a falsa central que aparece depois do golpe

Depois de uma compra suspeita, o consumidor pode receber uma ligação ou mensagem de alguém que se apresenta como funcionário do banco. A pessoa afirma que identificou uma cobrança duplicada e oferece ajuda para cancelar a operação.

Esse contato pode fazer parte de um segundo golpe. O criminoso tenta obter senhas, códigos de autenticação ou convencer a vítima a realizar procedimentos no aplicativo bancário ou em um caixa eletrônico.

O Banco Central alerta que o banco não pede ao cliente que faça operações no internet banking ou no caixa eletrônico para sustar uma compra. Portanto, não siga instruções recebidas por uma ligação inesperada.

Desligue e procure o banco pelo aplicativo oficial, pelo número que aparece no verso do cartão ou pelo site digitado diretamente no navegador. Nunca utilize links ou telefones enviados por quem entrou em contato com você.

Se alguém pedir que você entregue o cartão a um suposto motoboy, também recuse. O banco não precisa recolher seu cartão físico para cancelar uma transação.

Banco Central do Brasil+1

Checklist: como pagar com cartão com mais segurança no feriado

Antes de utilizar uma maquininha desconhecida, vale fazer uma conferência rápida. Não é preciso transformar uma compra simples em uma operação complicada. Basta manter alguns cuidados:

  • Confira o valor: veja se a tela apresenta exatamente o preço combinado.

  • Observe o aparelho: recuse terminais com visor quebrado, apagado ou que não permitam visualizar a operação.

  • Não entregue o cartão: faça você mesmo a inserção ou aproximação e confira o cartão na devolução.

  • Proteja a senha: cubra o teclado e não permita que outras pessoas observem os números.

  • Confira a notificação: veja o valor e a identificação do estabelecimento no aplicativo do banco.

  • Não repita uma tentativa às cegas: se o vendedor disser que houve falha, confirme primeiro o resultado da operação anterior.

  • Guarde os comprovantes: mantenha o recibo, a nota fiscal ou o registro da compra.

  • Ative os alertas: use as notificações de compras oferecidas pelo banco para acompanhar as transações.

Essas medidas não eliminam todos os riscos, mas reduzem a chance de autorizar uma cobrança errada ou perder o controle do cartão. A orientação da Febraban é justamente conferir o valor, manter o cartão sob sua responsabilidade e acompanhar os avisos de transação.