DREX, o Real Digital

Entenda como ele vai funcionar e o que muda para o seu bolso

Atualizado em julho 5, 2025 | Autor: Ivan Martins
DREX, o Real Digital

O DREX — sigla para Digital Real Electronic eXperience — é o nome oficial do real digital, a versão virtual da moeda brasileira que está sendo desenvolvida pelo Banco Central.

Ele não é uma criptomoeda, mas sim uma CBDC (moeda digital emitida por um banco central). Ou seja, ele tem lastro no real físico e é totalmente regulamentado.

A principal proposta do DREX é trazer mais eficiência, inclusão e segurança para o sistema financeiro.

E, para isso, o Banco Central está trabalhando em um aplicativo próprio, que deve funcionar como a ponte entre você e essa nova forma de usar dinheiro digital.

Como funciona o DREX na prática?

O DREX está sendo construído sobre a tecnologia blockchain, a mesma base de funcionamento de criptomoedas como o Bitcoin.

Mas, diferente delas, o real digital não é volátil e tem valor fixado ao real. A ideia é permitir transações rápidas, seguras e com menos intermediários.

Quando lançado, o DREX permitirá que você:

  • Faça pagamentos e transferências instantâneas, como no Pix, mas com mais recursos;

  • Programe transações automáticas com contratos inteligentes (smart contracts);

  • Use o dinheiro digital diretamente no app do Banco Central, sem precisar de intermediários como bancos ou carteiras digitais;

  • Integre compras e vendas de produtos com funcionalidades automatizadas.

Além disso, haverá integração com o Pix, com a possibilidade de novas funcionalidades como o pagamento programado e fracionado, o que pode beneficiar pequenos empreendedores e consumidores em geral.

O aplicativo do Banco Central: o que já se sabe

O Banco Central ainda não lançou oficialmente o aplicativo do DREX, mas ele já está em fase avançada de desenvolvimento. Segundo o cronograma oficial, a fase piloto, que começou em 2023, está sendo finalizada e os testes com usuários reais devem começar ainda no segundo semestre de 2025.

O app do DREX deverá ser parecido com os aplicativos bancários que você já conhece. A principal diferença está na forma como o dinheiro é armazenado e movimentado.

No lugar de uma conta corrente tradicional, você terá uma carteira digital pública, diretamente conectada ao sistema do Banco Central.

Recursos esperados no app do DREX:

  • Carteira digital pessoal com saldo em real digital (DREX);

  • Integração com Pix e outros sistemas de pagamento;

  • Consulta de extratos e históricos de transações;

  • Ferramentas para contratos inteligentes (automatizar pagamentos, por exemplo);

  • Identificação digital segura e criptografada.

Principais diferenças entre o DREX, o Pix e o dinheiro físico

Característica Dinheiro Físico Pix DREX (Real Digital)
Emissor Banco Central Banco Central Banco Central
Tipo de moeda Papel/Moeda Meio de pagamento Moeda digital oficial
Necessidade de banco Sim Sim Não necessariamente
Disponível 24h Não Sim Sim
Custos operacionais Altos Baixos Muito baixos
Possibilidade de automação Não Limitada Alta (via smart contracts)
Base tecnológica Tradicional Centralizada Blockchain (DLT)

Fonte: Banco Central do Brasil e Agência Brasil

DREX e o impacto na sua vida financeira

Você pode estar se perguntando: “Na prática, o que muda para mim?”

A resposta é: bastante coisa. O DREX pode revolucionar a forma como lidamos com o dinheiro no dia a dia. Veja alguns exemplos:

1. Mais controle sobre o seu dinheiro

Com o DREX, você poderá programar pagamentos automáticos, controlar prazos e até criar metas com contratos inteligentes. Isso ajuda no planejamento financeiro e na organização das finanças pessoais.

2. Redução de intermediários

Atualmente, mesmo com o Pix, você precisa de um banco ou uma fintech para fazer transações. Com o DREX, a ideia é que você possa operar diretamente com o Banco Central — o que reduz taxas, tempo e burocracia.

3. Mais segurança e rastreabilidade

O DREX será 100% digital e cada transação será registrada na blockchain, o que aumenta a transparência e dificulta fraudes. Além disso, como será emitido por uma autoridade monetária, você terá garantia jurídica e estabilidade.

4. Inclusão financeira

Com um app acessível e um modelo descentralizado, o DREX tem potencial para incluir milhões de brasileiros que ainda estão fora do sistema bancário. Isso pode facilitar acesso a crédito, pagamentos e até serviços públicos.

O que esperar nos próximos meses

Estamos nos aproximando do que o Banco Central chama de fase de operacionalização pública do DREX, prevista para iniciar entre o fim de 2025 e o início de 2026.

Até lá, o cronograma inclui:

Cronograma previsto do DREX:

  • Julho a Dezembro de 2025: testes com usuários reais e início da integração com sistemas financeiros;

  • Janeiro de 2026: lançamento do app do DREX para o público em geral (fase beta);

  • Março de 2026 em diante: expansão gradual de funcionalidades, como contratos inteligentes e integração com serviços públicos.

Apesar dos testes estarem avançados, o Banco Central tem adotado uma abordagem cautelosa, garantindo segurança jurídica e tecnológica antes do lançamento definitivo.

Como se preparar para o DREX

Você não precisa fazer nada imediatamente, mas estar bem informado é um passo essencial. Veja algumas dicas para acompanhar essa mudança:

  1. Atualize seus apps bancários — muitos bancos devem oferecer integração com o DREX;

  2. Acompanhe notícias oficiais — o site do Banco Central (bcb.gov.br) traz atualizações constantes;

  3. Fique atento à segurança digital — evite golpes e só baixe o app oficial do Banco Central quando for lançado;

  4. Estude finanças digitais — entender conceitos como blockchain e smart contracts pode fazer diferença.

O futuro do dinheiro já está chegando

Por fim, o DREX não é só uma novidade tecnológica — ele representa um novo modelo de dinheiro, mais eficiente, transparente e acessível.

O aplicativo do Banco Central, que deve ser lançado em breve, vai funcionar como a principal porta de entrada para esse novo sistema.

Assim, com ele o Brasil dá um passo importante rumo à digitalização completa da economia, com impactos diretos para o consumidor, empresas e governo.

Então, se você quer estar preparado para esse futuro, comece hoje a acompanhar as mudanças e entender como elas podem beneficiar o seu dia a dia.